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sexta-feira, 22 de março de 2013

Massa: o reerguer do brasileiro

Há um ano, Felipe Massa estava a começar o fim-de-semana que parecia ser o início do fim da sua carreira de 6 anos na Ferrari.

Com a vitória do seu companheiro Fernando Alonso num carro que era conhecido como "corta-relvas", tudo complicou-se para o brasileiro, sobretudo quando ficou a 1m37s do espanhol, quase a levar uma volta de avanço.

Os comentários e as equiparações ao asturiano deixaram Massa na corda bamba. Principalmente quando um piloto da Ferrari Academy, um tal de Sérgio Pérez, num Sauber, ficou na 2ª colocação, a menos de 3 segundos de Alonso. Rapidamente, nas redes sociais, apareceu a hashtag #pereztoferrari.

Apesar de negar qualquer tipo de contacto com o mexicano, Luca di Montezemolo, a força maior da Ferrari, disse mesmo ao paulista "Anda rápido ou anda daqui para fora". E Massa, vagarosamente, lá fez o que lhe foi mandado. Melhorou tanto que até sobre-qualificou Alonso no Texas e na corrida natal, em Interlagos. E também o fez no último fim-de-semana, em Melbourne.

Relembro muito rapidamente que Massa teve muito perto de ir desta para melhor em Julho de 2009, na Hungria. Recuperou e bem, entrou com o pé direito no Bahrain, em 2010, ao sobre-qualificar Alonso mas a partir daí, apagou-se. Nunca mais foi o mesmo. Agora, Felipe Massa tem provado o seu valor real. Para bem da Fórmula 1, espero que se mantenha. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Raikkonen regressa às vitórias em Abu Dhabi




Kimi Raikkonen ganhou pela primeira vez desde que voltou à Fórmula 1, tendo feito um notável Grande Prémio de Abu Dhabi, neste domingo. Fernando Alonso lutou pelo primeiro lugar com o finlandês mas ficou-se pelo segundo lugar e Sebastian Vettel conseguiu um pódio depois de um começo nas boxes. Lewis Hamilton dominou a corrida até ao seu retiro na volta 20.

Com apenas três corridas restantes na temporada de 2012, Yas Marina sempre fez promessa de ser a decisão moderna do campeonato. No entanto, ninguém poderia ter previsto o drama na qualificação, pois quatro horas e meia após a qualificação ter terminado, a FIA anunciou que Vettel havia sido desclassificado por não fornecer uma quantidade suficiente de combustível para a amostra obrigatória. Assim, ele começou a corrida nas boxes.


Um arranque limpo por Hamilton permitiu a McLaren se afastar da concorrência, com Räikkönen indo em segundo lugar, atrás do britânico. Alonso largou bem, também, subindo para quinto e pouco depois, roubando o quatro lugar a Mark Webber. Mais atrás, Nico Hülkenberg foi espremido entre o companheiro de equipa Paul di Resta e o Williams de Bruno Senna, que fez o brasileiro rodar. Com Hülkenberg se retirando, di Resta com um pneu furado, como Nico Rosberg, que fez contato com Romain Grosjean. As coisas só pioraram para Rosberg, que foi lançado para cima do indiano da HRT, Narain Karthikeyan e viu o seu Mercedes ir contra a barreira de pneus, na curva 15. Isso trouxe o Safety Car para a pista.

Hamilton estava irrepreensível, mas o fantasma de Singapura voltou a assombrá-lo, retirando-se com um problema mecânico no seu MP4/27. Räikkönen assumia, assim, a liderança do GP de Abu Dhabi, com a Williams de Pastor Maldonado a segui-lo. Vettel não estava a ter uma boa corrida até então. Vinha na 12ª posição, depois de um toque em Bruno Senna e evitou ainda mais danos depois de Daniel Ricciardo fazer uma travagem perigosa durante o Safety-Car. Parecia que Alonso iria retomar a liderança do campeonato.


A corrida vai ser lembrada por uma série de incidentes, não menos importantes, no complexo 11-12-13. Um deles aconteceu, quando Webber atacou Maldonado, na luta pelo terceiro lugar, apenas para resultar num contato e um pião para o australiano. Felipe Massa, logo de seguida, rodou nos destroços, deixados pelo Red Bull do australiano. Na volta 38, houve caos quando di Resta lutou com Grosjean. Sérgio Perez forçou o britânico da Force India para a caixa de brita, sendo o mexicano, obrigado depois a um stop'n'go. Quando Pérez retornava para a pista, Grosjean atingiu-o, forçando o francês ao abandono. O contacto resultou num pião para o Sauber e também no retiro de Mark Webber, que mais tarde afirmou que a Red Bull não ganharia o Mundial de Construtores à custa deste fim-de-semana.

Como Raikkonen manteve uma vantagem confortável na frente, a salvação de Vettel seria o segundo safety-car. Antes da entrada deste, já desafiava Button pelo 3º lugar, mas a sua estratégia dos pneus macios dificilmente duraria até ao final. Foi às boxes e voltou em 5º. Nas últimas voltas, Vettel começou a reduzir a vantagem de Button e fez uma bonita ultrapassagem no britânico, na curva 11, com pouco mais de três voltas para o final. Isto significava que Alonso reduzia a margem, no campeonato, para Vettel em 10 pontos e não 3.

Depois de sete dos 24 pilotos não terem conseguido acabar a corrida, Kimi Räikkönen coleccionava a sua vitória 19 na F1 e ultrapassar assim Lewis Hamilton na lista de vitórias, de sempre. É a sua primeira vitória desde o GP da Bélgica de 2009, ainda na Ferrari, e o seu primeiro sucesso em Enstone e a primeira vitória para a Lotus (ex-Renault) desde o GP do Japão de 2008. A marca Lotus vence também o seu primeiro grande prémio em 25 anos, depois do falecido Ayrton Senna ter sido o último a ganhar, no GP dos Estados Unidos de 1987, na cidade de Detroit.


Classificação
1. Raikkonen Lotus-Renault 1h45:58.667
2. Alonso Ferrari + 0.852
3. Vettel Red Bull-Renault + 4.163
4. Button McLaren-Mercedes + 7.787
5. Maldonado Williams-Renault + 13.007
6. Kobayashi Sauber-Ferrari + 20.076
7. Massa Ferrari + 22.896
8. Senna Williams-Renault + 23.542
9. Di Resta Force India-Mercedes + 24.160
10. Ricciardo Toro Rosso-Ferrari + 27.400
11. Schumacher Mercedes + 28.000
12. Vergne Toro Rosso-Ferrari + 34.900
13. Kovalainen Caterham-Renault + 47.700
14. Glock Marussia-Cosworth + 56.400
15. Perez Sauber-Ferrari + 56.700
16. Petrov Caterham-Renault + 1:04.500
17. De la Rosa HRT-Cosworth + 1:11.5

Abandonos
Pic Marussia-Cosworth 42ª volta
Grosjean Lotus-Renault 38ª volta
Webber Red Bull-Renault 38ª volta
Hamilton McLaren-Mercedes 20ª volta
Karthikeyan HRT-Cosworth 8ª volta
Rosberg Mercedes 8ª volta
Hulkenberg Force India-Mercedes 1ª volta

Campeonatos
Pilotos

1. Vettel 255
2. Alonso 245
3. Raikkonen 198
4. Webber 167
5. Hamilton 165
6. Button 153
7. Massa 95
8. Rosberg 93
9. Grosjean 90
10. Perez 66
11. Kobayashi 58
12. Hulkenberg 49
13. Di Resta 46
14. Maldonado 43
15. Schumacher 43
16. Senna 30
17. Vergne 12
18. Ricciardo 10

Construtores
1. Red Bull-Renault 422
2. Ferrari 340
3. McLaren-Mercedes 318
4. Lotus-Renault 288
5. Mercedes 136
6. Sauber-Ferrari 124
7. Force India-Mercedes 95
8. Williams-Renault 73
9. Toro Rosso-Ferrari 22



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Depois do GP da Coreia, os Motores..



No Grande Prémio da Coreia, assistimos à primeira penalização do ano pelo uso de um motor a mais nas regras. Foi atribuída a Charles Pic, da Marussia Virgin, após usar o seu 9º motor da temporada (as regras limitam o uso de 8 motores durante toda a temporada, embora as trocas de motor e reutilizações sejam, logicamente, ilimitadas).

Faltando 4 corridas para o fim (Índia, Abu Dhabi, EUA e Brasil), é importante estudar a situação de cada um dos pilotos no que toca aos seus motores:

Sebastian Vettel e Fernando Alonso, candidatos ao título, encontram-se ambos com um motor por estrear, estando numa situação confortável até ao final da temporada, não tendo nenhum deles vantagem neste quesito.

Também Kimi Raikkonen só tem 7 motores utilizados, uma vantagem preciosa sobre Hamilton e Button. Ambos os pilotos britânicos já estrearam todos os seus motores. Por outro lado, Webber também possui um motor de reserva, um trunfo importante para a discussão do 3º lugar do campeonato entre estes dois pilotos.

Nico Rosberg, Romain Grosjean e Felipe Massa lutam pelo 8º lugar. Nico tem uma vantagem de 5 e 12 pontos, respectivamente, mas também já estreou todos os seus motores, enquanto o Francês e o Brasileiro ainda têm um por estrear, podendo beneficiar disso em caso de problemas na Mercedes.

Um pouco mais atrás, os dois pilotos da Sauber, Sergio Peréz e Kamui Kobayashi, em 10º, estão em igualdade de circunstancias, com 7 motores utilizados, e 16 pontos de diferença.

Nico Hulkenberg, Paul di Resta e Michael Schumacher formam a luta pelo 12º lugar, luta essa em que o veterano alemão é o único a não ter um motor de reserva. Os 3 pilotos estão separados por 1 ponto cada um.

Os Sul-Americanos da Williams, separados por 13 pontos com vantagem para Pastor Maldonado, têm ambos também um motor de reserva, bem como os pilotos da Toro Rosso, Jean Eric Vergne e Daniel Ricciardo, separados por 3 pontos.

Lutando pelo 19º lugar, apenas Charles Pic já utilizou 9 motores, estando os outros todos com 7 motores utilizados.

Sumarizando, aqui fica o registo:
Sebastian Vettel - 7
Fernando Alonso - 7
Kimi Räikkönen - 7
Lewis Hamilton - 8
Mark Webber - 7
Jenson Button - 8
Nico Rosberg - 8
Romain Grosjean - 7
Felipe Massa - 7
Sergio Pérez - 7
Kamui Kobayashi - 7
Nico Hülkenberg - 7
Paul di Resta - 7
Michael Schumacher - 8
Pastor Maldonado - 7
Bruno Senna - 7
Jean-Éric Vergne - 7
Daniel Ricciardo - 7
Timo Glock - 7
Heikki Kovalainen - 7
Vitaly Petrov - 7
Charles Pic - 9
Narain Karthikeyan - 7
Pedro de la Rosa - 7

Massa renova por um ano

Felipe Massa passa por um bom momento e manter-se-à em Maranello mais uma temporada

A Ferrari anunciou a renovação com Felipe Massa por mais um ano. Este anuncio estava apenas previsto para a próxima semana, mas com os rumores, ambas as partes entenderam antecipar o mesmo, de forma a acabar com a especulação acerca do segundo piloto da Ferrari.

O Brasileiro comentou que estava muito feliz por esta decisão ser possível, afirmando "A Ferrari é a minha família, e sempre conduzi carros com motores de Maranello. Não me imagino a utilizar outro motor. Gostaria de agradecer a fé e confiança que Luca di Montezemolo e Stefano Domenicalli depositaram em mim, mesmo nos momentos mais difíceis, e farei tudo o que estiver ao meu alcance para alcançar os objectivos da equipa a cada ano."

Stefano Domenicalli sublinhou a ligação que a Ferrari tem com Massa, dizendo "O Felipe já está connosco há 10 anos, e recentemente, mostrou que ainda consegue ser competitivo ao mais alto nível, como um piloto da Ferrari deve ser. Sempre o apoiamos nas fases mais difíceis da sua carreira, e temos a certeza do seu valor, e que ele nos saberá retribuir esse apoio na próxima temporada."

Esta é uma grande notícia para Massa, que denota pelas suas declarações ter estado inseguro da sua continuidade. Este anúncio segue-se a declarações de Luca di Montezemolo, que negaram a transferência de Sebastian Vettel para a Scuderia em 2014, dizendo que "Não quero dois galos numa capoeira, quero uma rivalidade saudável como a de Schumacher/Irvine, Schumacher/Barrichello, Schumacher/Massa e Alonso/Massa".

Felipe Massa recebeu também o baptismo da curva 8 do circuito de Buddh, na Índia em sua honra, depois de ter destruído a sua suspensão duas vezes no referido local, em 2011.

domingo, 7 de outubro de 2012

Vettel ganha em Suzuka, numa corrida com algumas surpresas


Sebastian Vettel obteve este Domingo umas das vitórias mais importantes da sua carreira desportiva, ganhando o Grande Prémio do Japão, depois de ver o seu maior rival na luta pelo título, Fernando Alonso, a abandonar logo na primeira curva. Felipe Massa finalizou na segunda posição e, para delírio do público da casa, o japonês Kamui Kobayashi finalizou a corrida no último lugar do pódio.

Para quem tem acompanhado a Fórmula 1 esta temporada, viu que nesta corrida em Suzuka, foi o ponto de viragem do campeonato. Na largada, Vettel iniciou aí um disparo em direcção à vitória. Atrás do alemão, a luta pelo segundo lugar parecia renhida, entre Webber, Kobayashi e Grosjean. O francês, mais uma vez, fez besteira na largada, ao "obrigar" o australiano a fazer um pião, ao tocar na lateral do Red Bull. Porém, Webber conseguiu continuar. Atrás, menos sorte teve Nico Rosberg foi tocado por Bruno Senna e forçado a retirar-se, com Senna e Grosjean a receberam penalidades pelos seus actos.

Fernando Alonso foi obrigado a retirar-se logo na primeira volta

Mas o momento alto da largada foi o abandono do líder do Mundial, Fernando Alonso. Depois de uma boa largada, intrometeu-se entre Kimi Räikkonen e Jenson Button, encontrou-se espremido, e o "Finlandês Voador" não conseguiu evitar o toque. Furo no pneu traseiro esquerdo do asturiano e fim de linha para ele. Com isto, Vettel, com a vitória, passaria para 4 pontos de atraso.

Massa, inteligentemente, conseguiu escapar aos problemas da primeira curva e subiu até a uma espantosa quarta posição, vindo de décimo-segundo. Conseguiu também "passar" Kobayashi e Button na primeira ronda de paragens. Isto fez com que o brasileiro controlasse o seu segundo lugar a corrida toda e, 36 corridas depois, desde a Coreia em 2010, chegasse ao pódio, sem sequer ameaçar Sebastian Vettel.

Kamui Kobayashi foi o primeiro japonês a subir ao pódio desde 2004, altura em que Takuma Sato subiu ao pódio, também no terceiro posto, em Indianapólis, nos GP dos Estados Unidos. Ademais, Kobayashi é o segundo homem da casa a subir ao pódio em Suzuka, depois de Aguri Suzuki, na Larrousse, ter ficado na terceira colocação, também, no GP do Japão de 1990.

Foi um dia complicado para o campeão do Mundo de 2008, Lewis Hamilton. Chegando na quinta colocação, o reforço para 2013 da Mercedes, foi surpreendido na 6ª volta pelo sucessor Sergio Perez, no Gancho, com uma excelente ultrapassagem. Depois de irem ambos as boxes, o mexicano voltou atrás do britânico, e tentou a ultrapassagem outra vez no Gancho, mas acabou por ir parar à gravilha. Kimi Räikkonen manuseou bem a corrida e acabou no sexto posto. Nico Hulkenberg e Pastor Maldonado acabaram na sétima e oitava colocação, respectivamente, fazendo ambos uma corrida sólida, sendo os primeiros pontos do venezuelano desde a sua vitória em Barcelona.

Um Webber irritado chegou apenas na nona posição, depois do toque que sofreu de Grosjean no início da corrida. Daniel Ricciardo roubou o ponto final, a décima colocação, a Michael Schumacher que, vindo da parte de trás da grelha, colocou pneus soft no stint final. Segunda finalização nos pontos do australiano da Toro Rosso e terceira em quatro corridas. Está a um ponto, na tabela de pilotos, do companheiro, o francês Jean-Eric Vergne.

Classificação
1. Vettel Red Bull-Renault 1h28:56.242
2. Massa Ferrari + 20.639
3. Kobayashi Sauber-Ferrari + 24.538
4. Button McLaren-Mercedes + 25.098
5. Hamilton McLaren-Mercedes + 46.490
6. Raikkonen Lotus-Renault + 50.424
7. Hulkenberg Force India-Mercedes + 51.159
8. Maldonado Williams-Renault + 52.364
9. Webber Red Bull-Renault + 54.675
10. Ricciardo Toro Rosso-Ferrari + 1:06.919
11. Schumacher Mercedes + 1:07.769
12. Di Resta Force India-Mercedes + 1:23.400
13. Vergne Toro Rosso-Ferrari + 1:28.600
14. Senna Williams-Renault + 1:28.700
15. Grosjean Lotus-Renault + 1 lap
16. Kovalainen Caterham-Renault + 1 lap
17. Glock Marussia-Cosworth + 1 lap
18. Petrov Caterham-Renault + 1 lap
19. De la Rosa HRT-Cosworth + 1 lap
Abandonos
Pic Marussia-Cosworth 39ª volta
Karthikeyan HRT-Cosworth 34ª volta
Perez Sauber-Ferrari 19ª volta
Alonso Ferrari 1ª volta
Rosberg Mercedes 1ª volta
Campeonatos
Pilotos
1. Alonso 194
2. Vettel 190
3. Raikkonen 157
4. Hamilton 152
5. Webber 135
6. Button 131
7. Rosberg 93
8. Grosjean 82
9. Massa 69
10. Perez 65
11. Kobayashi 50
12. Di Resta 44
13. Schumacher 43
14. Hulkenberg 37
15. Maldonado 33
16. Senna 25
17. Vergne 8
18. Ricciardo 7
1. Red Bull-Renault 325
2. McLaren-Mercedes 283
3. Ferrari 263
4. Lotus-Renault 239
5. Mercedes 136
6. Sauber-Ferrari 115
7. Force India-Mercedes 81
8. Williams-Renault 58
9. Toro Rosso-Ferrari 15